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Grupos Produtivos

Costurando o Futuro

 

O grupo de mulheres bordadeiras de Nazaré Paulista ganha renda extra com a produção de artigos que retrata a biodiversidade da Mata Atlântica e compreendem mais sobre temas como empreendedorismo e proteção ambiental. 

 

Bolsas, camisetas e acessórios bordados com a cara da Mata Atlântica. A fabricação de artigos como esse tem garantido a um grupo de 10 mulheres um complemento na renda familiar mensal. O projeto Costurando o Futuro; vem mostrando que é possível aliar negócios, conservação e sustentabilidade, já que a iniciativa está alinhada com os princípios do Comércio Justo, movimento que propõe ampliação do acesso de pequenos produtores, economicamente em desvantagem, ao mercado.

 

Os artigos produzidos retratam a fauna e a flora brasileiras. A ideia é que eles estimulem o envolvimento ambiental de quem os consomem e de quem os produz, pois enquanto o grupo do projeto passa por oficinas de capacitação, recebe também informações sobre conservação e vivencia ações práticas relacionadas ao tema.

 

Os modelos são criados por designers voluntários, que atuam no setor da moda como Sarita dal Pozzo e Ana Maria Laet. Graças à colaboração das designers, os produtos têm feito muito sucesso, inclusive com aceitação no mercado internacional. Atualmente o grupo está envolvido no processo de capacitação para melhoria dos seus processos produtivos, organizacionais e de gestão para que possa atuar de maneira independente.

 

 

 

 

 

Pura Bucha


Os agricultores iniciaram o plantio e produção das buchas em 2002. O beneficiamento do recurso natural deu origem a um produto, chamado pelos produtores de Pura Bucha.

 

Hoje, nove famílias assentadas plantam, colhem, cortam as buchas, costuram sachês dentro delas e fazem as embalagens da Pura Bucha no seu próprio lote de terra.

 

Além da facilidade de plantio e fabricação (a matéria prima é encontrada na região), o produto tem uma grande aceitação no mercado, pois é produzido sem a utilização de agrotóxicos, muito comuns nas plantações de outros produtos na região. Outro diferencial é o formato: as buchas ganham desenhos de animais que correm risco de extinção na Mata Atlântica, como a anta, o mico-leão preto e a onça pintada. Aquele que compra beneficia um pequeno produtor, a biodiversidade e ainda leva a natureza brasileira pra casa.

 

Os pesquisadores do IPÊ trabalham o extensionismo rural com agricultores da região a fim de que eles contribuam com a restauração da Mata Atlântica e, em contrapartida, aumentem seus ganhos com a plantação e venda de buchas. 

 

A iniciativa pretende contribuir com a restauração florestal da Mata Atlântica de interior, extremamente ameaçada de extinção cujos últimos fragmentos encontram-se na região do Pontal. A ideia é ampliar a biodiversidade do local, mesclando o plantio de buchas aos cultivos já existentes de alimentos como o feijão, o milho e a mandioca, e, além disso, incentivar os agricultores a plantarem mudas de árvores nativas da floresta junto às buchas. A produção de buchas vegetais garante aumento da renda dos assentados, e a plantação das árvores, a restauração e conservação da biodiversidade local.